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Dislexia

A Dislexia não é uma doença, é um distúrbio de aprendizagem congênito que interfere de forma significativa na integração dos símbolos lingüísticos e perceptivos. Acomete mais o sexo masculino que o feminino, numa proporção de 3 para 1. É caracterizada por dificuldades na leitura, escrita (ortografia e semântica), matemática (geometria, cálculo), atraso na aquisição da linguagem, comprometimento da discriminação visual e auditiva e da memória seqüencial.

Crianças com pais com problemas de leitura e escrita estão significativamente mais propensas a apresentarem algum distúrbio de aprendizagem que as outras, logo, o fator familiar é muito importante em sua etiologia.

A dislexia não implica em comprometimento do nível intelectual, muito pelo contrário, o disléxico pode ter inteligência acima da média, como por exemplo, Albert Einstein e Thomas Edison (cientistas), Franklin Roosevelt (presidente dos EUA), Walt Disney (empresário), Pablo Picasso (pintor), entre outros.

Mesmo assim esta modificação pode levar a sérios transtornos sociais e psicológicos pela falta de informação. Muitas crianças disléxicas não diagnosticadas adequadamente são taxadas de preguiçosas e até mesmo incapazes de um desenvolvimento normal de aprendizagem.

Os sinais da Dislexia podem aparecer em maior ou menor intensidade, dependendo de vários fatores (idade, estimulação, etc). Podem também se agravar no decorrer do processo de crescimento e desenvolvimento da criança.

Alguns destes sinais são:

  • História familiar;
  • Falta de atenção e memória;
  • Atraso na aquisição da fala e linguagem (vocabulário pobre, disnomias, disgrafias);
  • Disnomias (dificuldade na nomeação de objetos);
  • Comprometimento emocional (imaturidade, timidez excessiva, labilidade de humor);
  • Atraso ou falta de coordenação motora global (andar, correr e brincar);
  • Atraso ou falta de coordenação motora fina (desenhar e escrever);
  • Dificuldades na alfabetização e aprendizagem de matemática;
  • Disgrafias (dificuldade de transcrição escrita da linguagem falada).

Devido à freqüência da ocorrência de casos (calcula-se que cerca de 15% da população mundial apresenta dislexia em seus variados graus de severidade) torna-se cada vez mais importante a implantação e aprimoramento de programas de prevenção junto aos profissionais que atuam com o desenvolvimento da criança.

Trata-se de um problema social grave que tem preocupado pais, educadores, fonoaudiólogos, psicólogos e médicos em todo o mundo, que buscam processos capazes de debelar esta situação.

Lembre-se: quanto mais precoce o diagnóstico da Dislexia, mais efetivos serão os tratamentos e estratégias para a melhora de vida do disléxico e a colaboração da família e dos educadores é fundamental.

Procure sempre a orientação do fonoaudiólogo.

Fga. Regina Nicolósi  

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